
Única escola que acolhe alunos com necessidades especiais na província do Bié dispõe apenas de sete salas de aula e uma outra adaptada para o recurso multifuncional. Dos 855 alunos matriculados neste ano, 435 são pessoas com necessidades especiais.
O Complexo Escolar n.º 271 é a única instituição do ensino especial no Bié e, no presente ano lectivo, estão matriculados 855 alunos, destes, 435 são pessoas com necessidades especiais com deficiência visual, auditiva, físico-motora, síndrome de Down, autismo, transtorno de linguagem, de conduta, amblíopes e paralisia cerebral.
Com base no número ideal de até 36 alunos por turma segundo o artigo 10.º do Decreto Presidencial n.º 162/23, Regime Jurídico do Subsistema de Ensino Geral, pelo menos em dois períodos diários, manhã e tarde, as sete salas de aula do complexo deveriam acolher, no máximo, 504 estudantes. No entanto, a realidade da instituição é de superlotação: com 855 alunos matriculados, há um excedente total de 351 estudantes.
Em relação às 435 pessoas com necessidades especiais pelos dois turnos das sete salas da única escola do género na província, a média é de pelo menos 31 alunos por turma, apurou o RECURSO.
De acordo com a directora do complexo escolar do ensino especial no Bié, Analdeth Chinguelessi, a escola é a única instituição do género a nível da província, e por isso muitas pessoas (adultos, adolescentes e crianças) com necessidades especiais que procuram anualmente esses serviços acabam por ficar de fora, por insuficiência de vagas. Conforme noticiou a Angop, a escola funciona desde Setembro de 2010 e atende, além do Kuito, alunos vindos dos restantes 19 municípios que agora compõem a região do Bié. Os alunos estão com idades compreendidas entre os 5 os 50 anos, assegurados por 25 professores.






