
O Governo Provincial da Huíla anunciou que reduziu em 133 o número de salas de aula ao ar live existentes nos municípios, existindo actualmente 3090 salas ao relento, com mais de 400 mil crianças fora do Sistema normal de Ensino.
A província da Huíla contabiliza actualmente 3090 salas de aula ao ar livre, resultado de uma redução de 133 turmas face às 3223 registadas em 2025. Os dados foram avançados esta quinta-feira pelo Director Provincial da Educação, Fernando Sakolela, em entrevista à Angop.
A diminuição é fruto de um programa lançado há um ano pelo Governo Provincial, que se propõe eliminar todas as salas ao relento num horizonte de cinco anos, abrangendo os 23 municípios da Huíla.
O retrato das infra-estruturas educativas da província é complexo. Das 9320 salas de aula existentes actualmente, 1392 são improvisadas e 3286 são provisórias, o que significa que mais da metade das salas de aula na Huíla funcionam em condições consideradas inadequadas, segundo o responsável.
Fernando Sakolela reconheceu que esta realidade continua a constituir um dos principais desafios do sector da Educação na província.
A construção de novas salas tem sido assegurada através de vários programas públicos, nomeadamente o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), o Programa de Combate à Pobreza (PDRCP) e o Plano de Investimentos Públicos (PIP). Segundo o Director, as novas infra-estruturas permitiram igualmente melhorar as condições de ensino nas turmas que anteriormente funcionavam em espaços inadequados, contribuindo para a redução gradual do número de alunos expostos às intempéries.
Entretanto, apesar dos progressos registados, o cenário de exclusão escolar mantém-se preocupante. O Director Provincial alertou que mais de 400 mil crianças continuam fora do sistema normal de ensino na província, sendo o combate a este fenómeno uma das prioridades declaradas do Governo Provincial.
No presente ano lectivo, a província matriculou 818 512 alunos nos diferentes subsistemas de ensino, incluindo mil e 401 crianças em creches e jardins de infância, distribuídas por mil e 122 escolas. O processo lectivo é assegurado por 23 371 professores, ainda assim insuficientes face à necessidade estimada de mais 3000 docentes para cobrir as carências actuais.






