
Membros da comunidade Vatwa, localizada no município do Curoca, no Cunene, vão beneficiar no próximo ano lectivo (2026-2027) do projecto de atribuição de bolsas de estudo, que visa a sua inclusão no sistema de ensino.
O processo está sob alçada da direcção do Parque Nacional do Yona e prevê a promoção de cursos profissionais, alfabetização móvel, entre outras componentes.
Conforme noticiou a Angop, a informação foi avançada nesta quarta-feira pelo responsável da componente de educação do referido parque, Querino Tchongolola, referindo que o processo se enquadra no projecto de responsabilidade social, para empoderar as comunidades minoritárias através da concessão de bolsas de estudo.
Na ocasião, o responsável fez saber que estão a trabalhar com as autoridades do poder local no sentido de auscultá-las para em conjunto obterem melhores formas de actuação, para o êxito do programa.
“Trabalhamos na localidade de Ondefe, uma zona habitada pelo grupo etnolinguístico Vatwa, que carece de uma atenção especial das autoridades, organizações filantrópicas e da sociedade”, observou.
Com esta iniciativa, Querino Tchongolola disse que a instituição pretende igualmente dotar as populações que residem dentro desta zona de conservação de noções básicas sobre a importância que a vida selvagem representa para o equilíbrio dos vários ecossistemas.
Os Vatwa formam uma etnia de origem africana e, actualmente, encontram-se apenas em cinco países na África do Sul, Angola, Botswana, Namíbia e Zimbabwe. Em Angola, em particular, encontram-se confinados no sul do país, concretamente nas províncias do Namibe e Cunene.
Com os Pigmeus e os Khoisan, os Vatwa constituem a população mais antiga do sul de África e os primeiros habitantes primitivos conhecidos no território que é hoje Angola, antes das migrações dos povos Bantu. De acordo com os dados do Censo 2024, os Vatwa representam apenas 0,04 por cento da população angolana de 2 ou mais anos por grupo étnico, com 15.437 pessoas.






