Bolsas de estudo externas: Portugal foi o principal destino de angolanos em 2024

Pouco mais de metade (58,2%) das 1.783 bolsas de estudo externas foram atribuídas à formação de angolanos em Portugal. O Brasil foi o segundo país com maior peso, com 12,1%, numa lista que não inclui nenhum país dos PALOP.

Naquele ano, o total de bolsas de estudo foi de 1.783, distribuídas entre alunos continuantes e novos, para frequentarem diversos cursos de licenciatura, especialidade, mestrado e doutoramento no exterior do País. 

Do total de bolsas de estudo para formação no exterior, Portugal absorveu 1.038 estudantes, o Brasil, 216, ao passo que a Alemanha, Argentina e Bélgica acolheram apenas um estudante cada. A lista integra 27 país, entre Europa, América e Ásia, e não inclui nenhum Estado dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

De acordo com o anuário estatístico 2023-2024 divulgado há pouco mais de duas semanas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), a que o RECURSO teve acesso, 1.226 bolsas foram atribuídas a estudantes do sexo masculino e apenas 557 beneficiaram estudantes do sexo feminino.

Em relação à distribuição por sexo entre os dois países que mais acolheram estudantes naquele ano, Portugal teve 656 bolseiros continuantes (463 homens; 193 mulheres) e 382 novos bolseiros (261; 121), enquanto o Brasil esteve representado por 137 continuantes (91 homens; 46 mulheres) e 79 novos bolseiros (50; 29).

O documento informa que, por nível de formação e sexo, o nível de licenciatura teve um total de 595 bolseiros (343 para homens; 252 para mulheres), especialidade, 103 (60; 43), mestrado, 586 (423; 163), doutoramento, 499 (400; 99). Neste sentido, os homens tiveram maior representação entre os bolseiros externos em 2024, contrariamente ao número de bolsas internas atribuídas relativamente ao mesmo ano, conforme observou o RECURSO.  

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