Número de licenciados no País subiu em 2023, mas Luanda formou menos quadros

31.503 estudantes concluíram a licenciatura durante o ano académico 2022-2023, dois mil e 201 mais do que no ano a académico anterior, mas, em comparação ao mesmo período, Luanda formou menos técnicos superiores.

Conforme dados publicados pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), no anuário de 2023-2024, as Instituições de Ensino Superior (IES) na capital do País formaram 13.465 estudantes, número inferior ao do ano académico 2021-2022, período em que se graduaram 14.274 estudantes. 

Outras províncias também baixaram o número de graduados durante o ano académico em referência. Enquanto em 2021-2022 formaram mil e 310 estudantes, as IES do Uíge apenas conseguiram graduar 401 formandos no ano seguinte. No Kwanza Sul, foram formados cerca de 50 por cento menos estudantes em comparação com o ano académico 2021-2022, altura em que graduaram 795. Ligeira redução registou-se no Namibe, que passou de 585 para 501 graduados. A queda foi acentuada também em Malanje, que passou de 873 para 589 licenciados no ano académico 2022-2023. 

As IES na província do Huambo contribuíram largamente para o aumento do total nacional. Em 2022-2023, formaram quase o dobro do ano anterior, passando de dois mil e 210 para quatro mil e 237. 

O curso de Direito é o que teve maior número de formados no ano académico 2022-2023, especificamente dois mil e 628 graduados em todo o País, o equivalente a 8,3 por cento do total, seguido pelo curso de Enfermagem, onde houve dois mil e 477 formados. 

Ainda segundo dados do anuário de 2022-2023, as IES privadas graduaram mais do que as públicas, 51,77 e 48,23 por cento, respectivamente. 

Mais mulheres graduadas

Quanto ao sexo, há mais mulheres formadas nos dois períodos académicos. Em 2022-2023, foram graduadas 16.333 estudantes, mais mil e 163 do que os homens. No ano académico 2021-2022, a diferença foi maior: mais dois mil e 214 mulheres do que homens, que apenas somavam 13.544. 

No entanto, destaca-se maior número de homens graduados nas IES públicas, quando as mulheres são largamente a maioria nas instituições privadas. 

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