Qualidade do ar em escolas primárias de Luanda debatida em seminário da Faculdade de Engenharia da UAN

A Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto organiza  a 22 de Julho, em Luanda, um seminário sobre a qualidade do ar em escolas primárias públicas de Luanda. Um dia antes, a 21 de Julho, a mesma instituição realiza outro seminário em que serão apresentados os resultados de um projecto dedicado à qualidade do ar ambiente (exterior), caracterização de poluentes atmosféricos, monitorização e efeitos biológicos.

Eventos públicos de acesso livre, os seminários têm como objectivo, entre outros, apresentar metodologias modernas de monitorização da qualidade do ar, promover a investigação em qualidade do ar exterior e interior, incentivar estudos sobre os impactos da poluição atmosférica na saúde, fortalecer a cooperação científica entre Angola e Portugal, apoiar a formação de investigadores angolanos, promover o desenvolvimento de programas conjuntos de investigação e contribuir para a elaboração de legislação, formação técnica e desenvolvimento científico na área da qualidade do ar.

Ao RECURSO, o investigador Artur Penelas, membro da organização dos seminários, em justificação da escolha dos temas, refere que, embora Angola apresente um nível de industrialização inferior ao de muitos países desenvolvidos, “isso não significa necessariamente que os problemas relacionados com a qualidade do ar sejam reduzidos”.

De acordo com Artur Penelas, nas principais cidades, especialmente Luanda, existem diversas fontes relevantes de poluição atmosférica, entre as quais o crescimento acelerado do tráfego automóvel, utilização de geradores a diesel, queima de resíduos sólidos, poeiras provenientes de vias não pavimentadas, obras de construção civil, utilização de combustíveis sólidos para cozinhar, emissões provenientes de instalações industriais e reduzida ventilação em muitos edifícios públicos e escolares.

“Ao divulgar conhecimento científico atualizado e criar canais de cooperação institucional, o evento poderá fornecer às autoridades informações técnicas essenciais para fundamentar decisões, definir normas de qualidade do ar, implementar programas de monitorização e desenvolver políticas públicas mais eficazes de protecção ambiental e promoção da saúde pública”, conclui o investigador.

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