
O Governo Provincial de Benguela determinou, neste domingo, a suspensão por tempo indeterminado do regresso às aulas em todas as instituições do ensino geral, conforme previsto para 13 de Abril. A decisão surge na sequência do desabamento do dique de protecção do rio Cavaco, que provocou graves danos materiais, humanos e o desalojamento de mais de 4.500 cidadãos, paralisando a mobilidade e a segurança na região.
A catástrofe, originada pela ruptura da margem esquerda do rio entre as zonas de Calomanga e Seta, atingiu severamente diversos bairros estratégicos, incluindo Massangarala, Compão e áreas centrais da cidade. O cenário de destruição impossibilitou a circulação segura de alunos e docentes, forçando as autoridades a priorizar a salvaguarda da vida humana em detrimento do calendário escolar previamente estabelecido.
A medida de suspensão abrange todo o ensino não universitário público, privado e comparticipado. Segundo o comunicado oficial do Gabinete de Comunicação Social do Governo Provincial, a prioridade absoluta no momento é a limpeza das áreas afectadas e a reposição das condições mínimas de segurança. O Executivo local sublinha que manter as escolas abertas nestas circunstâncias representaria um risco incomportável para a integridade da comunidade escolar.
Para os gestores educativos e famílias, o anúncio traz um clima de incerteza, uma vez que a interrupção das actividades lectivas “manter-se-á em vigor até que as condições permitam o regresso em segurança”. O Governo Provincial prometeu anunciar uma nova data oportunamente, apelando à compreensão e à máxima colaboração de todas as instituições de ensino para mitigar os impactos desta crise sem precedentes na província.
Enquanto as equipas de assistência trabalham no terreno para apoiar os milhares de desalojados, o sector da educação em Benguela aguarda, na expectativa, pelo restabelecimento da normalidade que permita devolver as crianças e jovens às salas de aula.







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