
Pesquisadores de Angola e do Brasil lançaram esta semana o Grupo Internacional de Estudo e Pesquisa em Educação de Infâncias (GIEPEI), plataforma que tem como missão o fortalecimento da educação da criança através de pesquisas integradas, inovação pedagógica e produção colaborativa de conhecimento.
Para o contexto angolano, o organismo tem como objectivo a criação de uma base científico-bibliográfica focada que permita aos estudantes o desenvolvimento de estudos com bibliografia fundamentada, explica, em declarações ao RECURSO, Alberto Nguluve, professor angolano que é um dos quatro responsáveis pela articulação académica e condução dos trabalhos científicos da rede.
Para assinalar o lançamento do GIEPEI, realizou-se, nos dias 13, 14 e 15 de Julho, no Instituto Superior de Ciência da Educação (ISCED) de Luanda, um seminário internacional em que foram compartilhadas experiências educativas com o objectivo de estabelecer agendas conjuntas de investigação sobre as infâncias.
Para Alberto Nguluve, o seminário serviu para que “o pessoal do Brasil e de Angola pudesse apresentar a sua pesquisa e permitir a cada integrante do GIEPEI saber quem é quem”, possibilitando-se, assim, a estruturação das linhas de investigação.
“Várias pessoas podem desenvolver estudos sobre os ensinos primário e pré-escolar, mas nem sempre as linhas coincidem. Há quem se foque em didáctica, outros em infra-estruturas, outros na alimentação e outros ainda na formação de professores”, comenta Alberto Nguluve, acrescentando que a organização tem um total de 10 linhas de investigação, das políticas de educação à neoeducação e desenvolvimento mental, entre outros.
Lançada a organização, e estando disponível o site https://gabrielatebet.com.br/giepei/ para quem pretenda manter-se informado sobre as actividades da organização e como fazer parte dela, o passo seguinte é a concepção dos projectos a serem desenvolvidos nos próximos dois anos, estando previsto que cada linha de investigação produza, no mínimo, dois artigos ou capítulos por ano, os quais serão enviados a conceituadas revistas internacionais do ramo, sendo depois publicados no site do GIEPEI.
“Daqui a dois anos, realizaremos um outro seminário, já com o produto das linhas as serem desenvolvidas de 2026 a 2028”, vaticina Alberto Nguluve.
Contendo, individualmente, até ao momento, 80 pessoas, o GIEPEI tem representantes de seguintes organizações angolanas: Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério da Educação, Gabinete Provincial da Educação do Bengo, Escola Superior Pedagógica do Bengo, Instituto Superior de Ciências da Educação do Bié, Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla, Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda, Instituto Superior Politécnico Privado do Uíge, Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge e Instituto Superior de Ciências de Educação de Benguela. Do lado do Brasil, participam duas universidades públicas brasileiras de excelência, representadas pela Faculdade de Educação (UNICAMP) e pelo Centro de Educação e Ciências Humanas (UFSCar), líderes em investigações no campo social e pedagógico.






