100 Dias de um Jornal com Potencial

O RECURSO faz 100 dias desde o lançamento, decorrido a 25 de Março, numa sessão online que teve como convidada especial a Professora Maria Helena Miguel. Durante a sua apresentação, que ousamos classificar de aula magna, a Vice-Reitora para a Área Académica da Universidade Católica de Angola frisou que “este jornal tem potencial para ser uma referência nos sectores de Educação e Ensino em Angola”. 

Passados os primeiros 100 dias, a frase “tem potencial” nunca saiu das nossas cabeças, como uma sentença decretada e uma promessa anunciada. O RECURSO, este modesto projecto jornalístico, nasceu, assim, com a obrigação de fazer jus ao prenúncio de tornar-se num órgão de comunicação social de referência no País no que concerne aos temas de Educação e Ensino.

Não precisamos sequer de fingir modéstia para afirmarmos que já somos uma referência. Não somos. Nestes 100 dias, obviamente não foram, nem serão para qualquer órgão, suficientes para firmar-se como uma referência do sector seja de que especialidade for. Mas não temos dúvidas de que os 100 dias foram suficientes para fortalecer a convicção que tínhamos quando decidimos pela criação deste jornal: é um órgão de extrema importância e incontornável para noticiar os sectores em que somos especialistas. 

Entre entrevista e reportagens, artigos de opinião e diáspora, no Nota 10, a rubrica reservada para histórias de superação, divulgamos narrativas e vidas de quem merece, de facto, a nota 10 pelo trabalho que desenvolve em prol da Educação e Ensino num país com inúmeros obstáculos ao pleno desenvolvimento humano. Conhecemos e demos a conhecer o antigo engraxador que virou linguista e actualmente é secretário da Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto; o casal que transformou a própria casa para alfabetizar crianças num bairro inóspito, designado Boa Esperança Mundial, onde não há escola pública e os pais não têm capacidade financeira para colocá-las em colégios; um grupo de jovens que, de quadros de lousa às costas, andam pelas ruas de Luanda e Icolo e Bengo a alfabetizar menores em situação de abandono, algumas acusadas de bruxaria pelos familiares e expulsas de casas. Estes casos e muitos outros podem ser lidos neste jornal. 

Enquanto trabalhávamos nestas peças, convencíamo-nos do papel e responsabilidade social que desempenhamos ao dar visibilidade para iniciativas louváveis e, por isso mesmo, merecedoras de apoios, quer de entidades públicas como privadas. 

Foi ainda nesta primeira centena de dias que granjeamos a atenção das instituições dos sectores da Educação e Ensino, públicas e privadas, que passaram a ter o RECURSO como fonte de informação credível. Esta credibilidade conquistada em poucos dias é reflexo do exercício de um jornalismo isento, plural e responsável. Passado o período de “estado de graça”, os próximos 100 dias se afiguram desafiantes.

O RECURSO entra numa fase de solidificação, onde conta com a sua direcção, os seus repórteres, a equipa administrativa e os articulistas, mas também com os leitores, estes que a qualquer hora do dia visitam o site e as nossas redes sociais para acompanhar as últimas notícias. 

Autor

Um Comentário

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  • Luisa Carvalho

    Julho 4, 2026 / at 3:30 pmResponder

    Parabéns pela iniciativa, que é corajosa em qualquer lugar do Planeta, já que as questões de Educação e Ensino parecem ser importantes apenas em vésperas de eleições…Faço votos de muita coragem e muito trabalho sério para convencer os poderes políticos da necessidade de apoiar os professores e os alunos na imensa tarefa de preparar os cidadãos do futuro. Felicidades!

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