
Evento juntou alunos de várias escolas do ensino primário e do segundo ciclo do ensino secundário que exibiram competências científicas, tecnológicas e inovadoras na Escola do Magistério da ADPP.
Estudantes dos cursos de Automação e Instrumentação, Manutenção Mecânica e Eléctrica, bem como de Processamento de Gás Natural, apresentaram na semana passada, na cidade do Soyo, província do Zaire, uma grua hidráulica construída com materiais caseiros, no âmbito da disciplina de física.
Segundo a estudante Abigail Bessa, envolvida no projecto, a grua foi desenvolvida com recurso a seringas adaptadas, que funcionam como sistemas de pressão, utilizando água para gerar o movimento do equipamento.
A discente, em entrevista à Angop, referiu que o projecto tem potencial de aplicação em processos industriais, acrescentando que o grupo está a desenvolver outras iniciativas tecnológicas para futuras demonstrações públicas.
Além desta inovação, foram igualmente exibidas experiências de produção de electricidade a partir de recursos não poluentes, com recurso a baterias caseiras, bem como sistemas de filtragem de água, utilizando areia, pedrinhas, carvão vegetal e algodão, entre outras experimentações científicas.
A feira foi promovida pela ADPP Angola, sob patrocínio da petrolífera nacional Etu Energias, no âmbito do projecto STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), e juntou alunos de seis escolas do ensino primário e do segundo ciclo do ensino secundário que exibiram competências científicas, tecnológicas e inovadoras na Escola do Magistério da ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo).
Os alunos participaram de olimpíadas de matemática e ciências naturais em que foram apurados os três primeiros classificados em cada categoria, distinguidos com prémios e certificados.
Ao intervir no acto de encerramento do evento, realizado sob o lema “ciência, tecnologia, engenharia e matemática para todas as crianças e para a vida”, o oficial de parcerias da ADPP Angola, Luís Cahisso, que falava à Angop, caracterizou o STEM como um modelo prático, sustentável e adaptado à realidade angolana.
Estas iniciativas vêm evidenciar, uma vez mais, a capacidade criadora e inovadora de muitos alunos nas escolas angolanas que infelizmente são absorvidos pelo silêncio por falta de oportunidades de mostrarem o que sabem.






